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 Provérbios de Angola - Umbundu

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elianasimonetti



Mensagens: 15
Data de inscrição: 27/06/2009
Idade: 58
Localização: Sao Paulo - Brasil

MensagemAssunto: Provérbios de Angola - Umbundu   Sab Jun 27, 2009 5:15 am

Provérbios compõem parte importante da literatura oral de Angola - e têm natureza pedagógica e filosófica.

Um provérbio carrega sempre dois sentidos - literal e conotativo. Traz também uma lição, a síntese subjacente ao significado das palavras e de que se parte para a extracção da ideia, do valor, do pensamento, enfim o ensinamento moral ou filosófico.
O jurista angolano Moisés Mbambi, enquanto falante da língua umbundu, seleccionou um conjunto de provérbios que estão disponíveis no sitio do Consulado Geral de Angola: http://www.consuladodeangola.org

- Ekepa kalilinasi l'ositu, omunu kavokendi lomwenho (o osso não é deitado fora com a carne, a pessoa não é sepultada com vida).
O osso está para a carne assim como a pessoa está para a vida. Este provérbio pode ser proferido quando se pretende ensinar ou elucidar alguém sobre a importância da relação existente entre a pessoa, as partes do seu corpo e a própria vida. A relação existencial que se observa nas duas orações do provérbio, permitem inferir a construção de uma metonímia, pois o valor da carne e da pessoa humana é aferido por uma das suas partes. É que não há carne sem osso, mas também não há vida humana sem pessoa.

- Ekova k'omanu, ochipa k'inhama (a pele humana caracteriza as pessoas, a pele dos animais tem um nome diferente).
Não se deve confundir a pessoa com os animais. Apesar da pessoa e os animais possuírem pele, há na sua aparência uma diferença essencial e profunda; O que permite distinguí-los. Por isso, tendo em atenção à dignidade humana, não se pode maltratar as pessoas como se fossem animais. Se quiser ser tratado como pessoa, deve cuidar mais da higiene, para não se assemelhar a um animal. A metonímia observa-se aqui igualmente. A aparente semelhança das partes não pode ser critério para avaliar o todo de duas realidades distintas.

- Ekova liyetimba, olondunge k'utima (a pele cobre o corpo humano, o juízo - ou a responsabilidade moral cobre o coração humano).
Do mesmo modo que o corpo revela o aspecto físico exterior, assim o grau de responsabilidade e integridade moral determinam o carácter da pessoa. O aspecto físico exterior não traduz o valor e responsabilidade morais de uma pessoa. Os homens não se medem pela estatura física. Antes pelo contrário, valem pela sua dimensão espiritual e interior.

- Onjimbo l'elungi, omunu l'onjo (o papa-formigas vive na cova, a pessoa habita uma casa).
Um animal como o papa-formigas vive em qualquer cova que encontrar, já a pessoa tem sempre uma casa. Enquanto as covas abundam na selva, os homens constroem as casas de acordo com as suas necessidades. Os animais não transformam a natureza como os homens. A dignidade da pessoa não se confunde com o modo de vida dos animais.

- K'ono kwatota, omanu valuka (secou a nascente do rio, as pessoas mudam de lugar).
Há uma relação de causa e efeito entre a existência de um rio e a constituição de aglomerados populacionais nas suas proximidades. A água é indispensável para a sedentarização dos homens e quando a fonte seca, parte-se à procura de outro lugar.

- Longa ochinhama, kukase omunu (alveja-se o animal, não se apedreja a pessoa).
O animal pode ser alvo de caça, mas a vida humana é sagrada e deve merecer respeito. A pessoa nem sequer deve ser apedrejada.

- Omunu nda figo wafa kami ondalu, ava vasyala vayota (a pessoa que morre não extingue o fogo, os vivos continuam a servir-se dele - o fogo).
Apesar da morte, que é uma contingência que afecta os homens, a vida prossegue com os vivos. A substituição e a sucessão, são incontornáveis no mundo das relações sociais. A morte não põe termo à sobrevivência comunitária. Não há pessoas insubstituíveis.

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